Na comunicação pública, a linguagem não é apenas meio: é mediação entre o Estado e a vida cotidiana das pessoas. Textos tecnicamente corretos, mas difíceis de compreender, produzem ruído, desinformação, retrabalho, judicialização e exclusão simbólica.
Com a promulgação da nova legislação brasileira sobre linguagem simples, amplia-se a responsabilidade das instituições públicas de garantir comunicações claras, acessíveis e orientadas ao cidadão real — diverso em repertórios, letramentos e condições de acesso à informação.
Este curso propõe uma abordagem crítica e aplicada da linguagem simples, articulando o marco legal, a reflexão sobre linguagem como prática de poder e os desafios concretos enfrentados por profissionais de comunicação pública na produção, revisão e validação de textos institucionais.
Ao final do curso, espera-se que as pessoas participantes sejam capazes de:
- Compreender os fundamentos e implicações da legislação brasileira sobre linguagem simples no serviço público
- Reconhecer a linguagem como elemento estruturante de acesso a direitos, transparência e confiança institucional
- Identificar práticas linguísticas que geram ruído, exclusão ou sobrecarga cognitiva na comunicação pública
- Aplicar princípios de linguagem simples na análise e produção de textos institucionais
- Sustentar decisões linguísticas com critérios técnicos, legais e comunicacionais no diálogo com áreas técnicas e jurídicas